

O FIOE pretende valorizar o património organístico de Évora, reconhecendo e aprofundando, em particular, as suas dimensões patrimoniais materiais e imateriais. No primeiro caso, incide sobre os órgãos enquanto testemunhos materiais de técnicas construtivas, desenvolvidas ao longo de mais de quatrocentos anos, e de processos filológicos de preservação, conservação e restauro. No segundo caso, a atenção dirige-se aos elementos imateriais associados ao repertório, às práticas interpretativas e aos contextos de execução que conferem sentido e continuidade a este património. Assim, embora os instrumentos constituam o suporte físico do legado, torna-se evidente que, sem organistas — enquanto intérpretes, mediadores culturais e detentores de competências performativas — não existe vida musical plena nem transmissão efectiva desse repertório ao longo do tempo.
É neste sentido que o FIOE pretende afirmar-se como um evento de natureza verdadeiramente eclética, capaz de congregar organistas nacionais e internacionais de diferentes gerações e com percursos variados, bem como experiências performativas distintas, promovendo o diálogo artístico entre abordagens interpretativas diversas e contextos culturais específicos.
Através do Concurso Internacional de Órgão de Évora pretende-se não apenas suscitar a curiosidade dos jovens, mas também promover uma aproximação informada e participada à natureza dos instrumentos históricos desta cidade, reconhecendo o seu valor patrimonial, a sua singularidade técnico-musical e a relevância do seu contexto histórico. Com esta iniciativa, procura-se incentivar uma atitude de observação atenta e de divulgação crítica, fomentando o entusiasmo pela preservação e pela continuidade do legado cultural associado ao órgão, enquanto elemento essencial da identidade artística local.
É neste contexto de parceria com a EAIGL que participam três jovens intérpretes, vencedores de prémios atribuídos no I Concurso Internacional de Órgão Évora, contribuindo, assim, para aumentar a relevância académica dos três jovens organistas no âmbito desta cooperação.
David Penela
JOHANN SEBASTIAN BACH (1685-1750)
Prelúdio e Fuga em Dó maior, BWV 545
Prelúdio de coral sobre «Herr Christ, der ein’ge Gottessohn», BWV 601
FRANÇOIS COUPERIN (1668-1733)
Messe pour les Couvents: Chromorne sur la taille
CHARLES-MARIE WIDOR (1844-1937)
Sinfonia em Ré maior, op. 13, nº 2: V. Adagio
JOHN RUTTER (1945)
Toccata in seven
Luísa Correia
JOHANN SEBASTIAN BACH (1685-1750)
Prelúdio de coral sobre «Nun komm, der Heiden Heiland», BWV 659
LOUIS-NICOLAS CLÉRAMBAULT (1676-1749)
Suite du premier ton: Basse et dessus de Trompette
FELIX MENDELSSOHN (1809-1947)
Sonata em Si bemol maior, op. 65, nº 4: III. Allegretto
JOHANN SEBASTIAN BACH (1685-1750)
Prelúdio em Fá menor, BWV 534i
António Costa
VALÉRY AUBERTIN (1970)
Passacaille
MARCEL DUPRÉ (1886-1971)
Prelúdio em Sol menor, op. 7, nº 3
MAX REGER (1873-1916)
Introdução e Passacalha em Ré menor
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