Com Joana Godinho, canto João Cunha, violino e Rafael dos Reis, harmónio.

A criação e desenvolvimento do harmónio cujo nome foi patenteado pelo célebre construtor parisiense Alexandre Debain, colocou ao dispor das pequenas capelas um instrumento digno e com uma sonoridade próxima do órgão de tubos romântico, a um preço muito baixo comparativamente a um órgão, sendo leve e fácil de deslocar, requerendo poucos ou nenhuns recursos de manutenção.
Além disso, é um instrumento extremamente estável e de grandes recursos expressivos, permitindo uma vasta gama de dinâmicas e até mesmo trémulos e vibratos muito apreciados no romantismo.
Para além de instrumento de capela, Debain abre a possibilidade de qualquer pessoa poder ter ao seu dispor um pequeno instrumento de estudo e fruição em sua casa, que simulava um grande órgão de tubos.
Estes fatores contribuíram para a escrita de música vocal dedicada às noites de convívio em família ou social feitas ao som do piano e do harmónio. Ao canto juntava-se muitas vezes um instrumento solista como o violino ou a flauta.
É inspirado nestes detalhes históricos da música de gosto romântico ou do primeiro modernismo que são escritas muitas obras para harmónio, canto e violino. Este concerto pretende ilustrar esse ambiente de fruição entre a pequena capela e o ambiente social doméstico de uma família no romantismo e no início do século XX.

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