


O concerto de Giovanni Maria Perrucci e António del Pino surge na sequência da inauguração do restauro do órgão Oldovino de 1756 presente na Sé de Évora e que ganhou nova vida. Este novo instrumento, colmatando a falta que se fazia sentir da ausência de um segundo órgão renascentista desmantelado em 1942, permitiu trazer o renascimento da música a dois órgãos nesta catedral.
A policoralidade e a inerente prática a dois órgãos, já se fazia sentir nesta catedral mesmo antes de 1562 como resultado das influências contra reformistas impulsionadas por Trento e pelo pensamento de Erasmus de Roterdão, que fortemente influenciava o Cardeal D. Henrique. A arte flamenga assumiu aqui fortes raízes e com ela a música. Não podemos olvidar que Willaert era ele mesmo um flamengo inventor da policoralidade em S. Marcos de Veneza.
O repertório a apresentar neste concerto será grandemente constituído por obras de autores Italianos quinhentistas e seiscentistas, com destaque para os diálogos e batalhas a dois órgãos que iremos escutar. A começar um autor espanhol de oitocentos, Juan del Barrio e a terminar um autor nórdico Kerll, como prologo e conclusão dos autores Italianos.
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